No início, designava o topo de uma montanha que se identificava com a mais alta montanha da Grécia: o Monte Olimpo. Na Ilíada, essa idéia começa a ceder lugar à noção de um Olimpo situado em alguma região misteriosa, muito acima de todas as montanhas da Terra.

O Olimpo não é um lugar vazio. Apresenta atributos físicos: dizem que é escarpado, escavado por precipícios, erguendo-se em vários picos de altura desigual. Às vezes, apresenta-se coberto de neve, apesar da idéia e um clima imutavelmente sereno que lhe é atribuído na Odisséia.

Cercado de muros, e abrindo para o exterior por portas, o espaço habitado pelos deuses deve ser imaginado como um conjunto de residências. A morada de Zeus serve de lugar de assembléias e festins, ao passo que as casas pessoais de cada deus aparentemente, só têm a função de acolher seus proprietários para dormir.

No Olimpo, há toda uma equipe em atividade:

O Olimpo é um lugar onde as estações não existem, o tempo não muda. Mas o topo de uma montanha, por mais elevado, não existe sem ligação com o solo terrestre. Os deuses vivem nas alturas mas num lugar que "ainda é terra".

Os deuses que habitavam este lugar ganharam o título de olímpicos. Esses seres humanizados, naturalmente, transformaram o céu (sua grande morada) em um espaço agradável e familiar.